1) Deduzir os significados das palavras:
- Airoso:
Substantivo Masculino, adjetivo. Derivado de airado. 1. Objeto leve. Esta pedra é airada. 2. Liquido que recebe uma quantidade de ar, formando pequenas bolhas internas e, quando solidificado, fica com aparecia interna porosa. Ex: Este chocolate é muito airoso.
- Cianípede:
(Do latim Ciano: azul + Pede: pés ou membros = pés azuis; membros azuis) Substantivo masculino, Adjetivo. Seres vivos de qualquer natureza que possui pés ou membros azuis. Ex: Este besouro possui patas azuis, ele é um cianípede.
- Colubrina:
Substantivo feminino. 1. Artefato de decoração e arquitetônico. Pequena coluna, coluna fina, o mesmo que coluninha: Quero que coloque uma colubrina no centro desta sala. A colubrina desta igreja define ela como estilo barroco. 2. Separação, distancia: Há uma colubrina entre nós.
- Infausto:
(In+fausto) Contrario de Fausto. Aquele que não esta satisfeito. Insaciável.
- Lestada:
Estadia breve, rápida. Ex: Ele ficou uma lestada aqui em casa nas suas férias.
- Macróstico:
Substantivo masculino. Composição e forma escrita que, quando levado em consideração somente a primeira letra da linha forma uma mensagem. Mensagem escondida, mensagem subliminar.
- Opróbrio:
Substantivo masculino. Aquele que não é capaz de realizar por si próprio. Aquele que precisa de ajuda. O mesmo que incapaz.
- Pernície:
Substantivo Masculino, adjetivo. 1. Aquele que possui uma das pernas amputada. O mesmo que perneta (gíria popular do Brasil). 2. Manco, aquele que possui das pernas maior que a outra. Ele tem pernície, precisa de uma bengala.
- Zarzuela:
Substantivo feminino. Pequenas ruas dos quilombos.
2) Criar uma historia com as palavras a cima, com os significados propostos por nós:
Ônibus lotado na hora do rush: Havia ali, no meio do corredor, espremido como uma sardinha, um rapaz alto, magro e de tão branco parecia um fantasma. O drama era o mesmo a mais de anos: toda vez que o ônibus passava nas ruas esburacadas, que mais pareciam zarzuelas, era um empurra que empurra, um pisa ali e o outro aqui e o fim sempre sobrava para o homem, que acabava ficando com seu pé tão roxo, mas tão roxo que chegava a ficar azulado, como um cianípede, e de tão infausto empurrava todos que encostasse a ele. Mas não havia quem tirasse o rapaz dali, ele ficava todos os dias na mesma posição, pois ali, no banco da frente, levantava uma mulher que descia antes da sua parada. Aproveitando o lugar vago ele podia sentar e descansar os pés por 10 ou 15 minutos até o seu destino final.
Dois anos depois eu sentia a falta do caro homem do ônibus que não aparecia ali há meses. E coincidentemente eu acabei encontrando-o próximo a Estação São Lázaro. Ele, de, sobretudo com um botão a menos, escondia a sua pernície. Acabou perdendo uma das pernas de tanta pisada nos pés e se tornou um opróbrio.
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